quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Algum, Alguma - O conto que mais me castiga, transposto com mais brevidade possível - Nenhum Nenhuma, Primeiras Histórias, Guimarães Rosa.

O não lugar perfeito
O que nunca mais houve nem haverá
O Menino
A Moça
O Moço
A Moça e o Moço
...Se olhavam...
Mas a Moça estava divagar. Mas o Moço estava ansioso.
Mas era preciso esperar... Esperar até a hora da morte; da “nossa morte”; pra saber se o amor é certo, pra saber se é capaz de esquecer e mesmo assim, depois sem saber, sem querer, continuar gostando.
O choro contínuo divide os dois caminhos pra saber se o amor existe e se não deixará de existir, mas Nenhum, Nenhuma, ninguém saberá, nem mesmo o menino na sua triste angústia de ter que voltar pra casa.
“A gente deve esperar o terceiro pensamento...”

Um comentário:

  1. Garota, não conheço o conto e saí procurando igual um louco para lê-lo apenas por conta da sua postagem.

    Maravilhoso, confuso, viceral seu texto! Muito bom!!

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