Difícil já é a vida pra ter que lidar com tanto melindre
Conquista é o pão de cada dia
Jogo, só se for de capoeira
que aí não tem ganhador nem prêmio
Eu só quero saber de amor fácil
simples de duê
sem besteira
A passos leves
Improvisando com o vento
Difícil já é a vida pra ter que lidar com tanto melindre
Conquista é o pão de cada dia
Jogo, só se for de capoeira
que aí não tem ganhador nem prêmio
Eu só quero saber de amor fácil
simples de duê
sem besteira
A passos leves
Improvisando com o vento
Me abrace, mas sem me apertar demais
É que a gente precisa de espaço pra respirar pra sentindo o coração do outro
me ame, mas na medida de transbordar o amor que nasci de si próprio e que partilha sem exigir nada de volta
me admire, mas não como um personagem
me veja simples, de carne e osso
despida como um pé de planta, normal
não me queira como algo próprio, fetiche do seu imaginário romântico de ter alguém
me entenda como um lugar de partilha
de momentos fluidos, genuínos e generosos
não achei que eu te ame menos, por não te quer ter como algo exclusivo de apreciação e dedicação do meu ser
é que sou múltipla
somos
gosto de amar a vida como amo a música
como me estender em versos, conversas com quem seja
com uma amiga senhora que conheci na padaria que me chamou pra sua casa
como um amigo de longa data que aprecio o silêncio e a presença honrosa
como uma criança que brinca
assim como quem chega e pousa voo na minha cama
Né possível que tu teje me visitando assim tão descaradamente a luz do dia e que eu não apareça nem como um lampejo num cantinho do teu juízo, não é possível!
Que esse desejo que me consome de te ver tão de imediato, seja um hiato, coisa criada minha,
Imaginação, não.
fico perguntando ainda, de onde vem tal coisa, caminha pronde?
Se tem motivo de ser, pra que?
mas só sei que é uma coisa assim…sabe? tão gostosinha
Ai, se tu soubesse, tu vinha
e melhor ainda iria de ser
ainda com os olhos ofegantes do vislumbre do fim de tarde visto, tu me aparece assim a caminho, refletindo luz, eu espelho d'agua.
teus passos calmos que nem conheço estrada, tua voz que ainda não consigo recordar
Mas a vontade é de ter mais perto , um pouco mais perto, o suficiente pra conseguir decorar todos os riscos de tua cara, como saber do cheiro que cada canto do teu corpo confere
o sol brilharia mais cedo,
aqueceria toda casa e
invadiria minha pele
demoraria de entardecer,
mas a noite chegaria ainda quente
guardando a morneza nas paredes
em tons alaranjados de ternura
E o vento que espreita detrás das portas faria balançar meu corpo leve entre as cortinas
sopro quente,
teu ar
raro(e)feito
tira o meu
torneiras acesas,
não há quem possa estancar
a força que vem das correntezas