A vida assenta naturalmente
Sem necessariamente
Precisar acurar a dor
O tempo morna
Sem correr língua quente
o que desfaz o sabor
O cheiro é o dia
Sem ´precisar de requente
Sente-se de longe
Quanto mais perto se sente
O goto não tão forte nem tão fraco
No caminho do meio
Entre o doce e o amargo
O despertar é o atino
Mas no entanto
Nem tanto nem tão pouco
Pois esse corpo menino que corre
Precisa de descanso
Então, me concede um menorzinho
E não queira nunca encher demais
Esse copo
Que nunca esteve vazio
9 de novembro 2019
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