sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Café



A vida assenta naturalmente
Sem necessariamente
Precisar acurar a dor

O tempo morna
Sem correr língua quente
o que desfaz o sabor

O cheiro é o dia
Sem ´precisar de requente
Sente-se de longe
Quanto mais perto se sente

O goto não tão forte nem tão fraco
No caminho do meio
Entre o doce e o amargo

O despertar é o atino
Mas no entanto
Nem tanto nem tão pouco

Pois esse corpo menino que corre
Precisa de descanso
Então, me concede um menorzinho

E não queira nunca encher demais
Esse copo
Que nunca esteve vazio



9 de novembro 2019

Nenhum comentário:

Postar um comentário